Tenho pensado muito em tudo que passou na minha vida, pensado na saudade de tudo que já ficou pra trás, das paixões, das desilusões, amigos que o tempo levou e que não mais voltarão...
Saudade de um grande amor que começou quando tudo parecia ter chegado ao fim... E hj me deixou saudades... Saudades daquele novo começo, saudades do 1º beijo...
Enfim...
Lí um texto de Miguel Falabella que se encaixa muito bem nisso tudo...
Fiz pequenas modificações, colocando nele o que ela (Eu) e ele (Meu pequeno) gostavam...
SAUDADES
Trancar o dedo numa porta dói...
Bater com o queixo no chão dói...
Torcer o tornozelo dói...
Um tapa, um soco, um pontapé doem...
Dói bater a cabeça na quina da mesa...
Dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim...
Mas o que mais dói é a saudade...
Saudade de um irmão que mora longe...
Saudade de uma cachoeira da infância...
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais...
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu...
Saudade de uma cidade...
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa...
Doem estas saudades todas...
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama...
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida...
Você podia ficar no quarto e ela na sala, sem se verem, mas sabiam-se lá...
Você podia ir resolver seus problemas e ela no local de trabalho, mas sabiam-se onde...
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã...
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter...
Saudade é basicamente não saber!!!
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente frio...
Não saber se ele continua com aquele aperto no peito que só passava com a messagem dela...
Não saber se ela ainda usa aquela saia...
Não saber se ele foi à consulta pra ver o porque das dores no peito como prometeu...
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre culpada...
Se ele aprendeu a entrar na internet e encontrar tudo com tanta facilidade como ela fazia...
Se ela aprendeu a dirigir como ele sempre falou que ela seria uma ótima motorista...
Se ele continua preferindo lanche na hora do jantar...
Se ela continua detestando que ele não se alimente como deveria...
Se ele continua levando dias pra assistir um unico filme...
Se ela continua a chorar até nas comédias...
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos...
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento...
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música que ouviam juntos...
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche...
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela...
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer...
Saudade é isso que eu estive sentido enquanto escrevia
E o que você provavelmente estará sentindo depois que acabar de ler.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
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